A reunião foi no dia 02/06 (sábado), às 10h00m, mas pouca gente compareceu, não se sabe, se a ausência foi causada pelo descrédito nas ações do GDF ou por falta de interesse em resolver da comunidade. Certo é que, a Vila local estava cheia e o Centro Comunitário estava vazio, com pouco mais de trinta pessoas da comunidade.
Josué Afonso, Coordenador das Cidades, disse que é preciso ouvir a comunidade para definir onde serão aplicadas as verbas públicas, mas não soube dizer quanto será destinado para o Núcleo Rural Boa Esperança. Conhecedor de uma das reivindicações, Josué disse que não é possível regularizar áreas rurais com menos de 20.000/m2 (vinte mil metros quadrados), mas tudo que aprovado pelos nove Delegados da comunidade, vai ser encaminhado aos órgãos competentes.
Rosivaldo Lopes, Presidente da Associação, disse que a principal reivindicação é a regularização da Vila local, que tem mais de trinta lotes, que ele acha que deveria virar um condomínio. Rosivaldo também lamentou a falta de interesse dos moradores da Vila, já que a regularização é do interesse de todos, e não somente dele.veja o video.
Pedro Ramos 76 anos, aposentado, que já foi Presidente da Associação dos Produtores Rurais, disse que o mais importante é a regularidade no atendimento dos pacientes que procuram o Posto de Saúde, mas também implantar mais procedimentos médicos.
Márcio Luiz 44 anos, chacareiro, Acha que o policiamento tem que ser preventivo, por isso é necessário que a viatura do Posto Policial deve ser um veículo mais apropriado para rodar em estradas de terra, como uma S10 ou X-Terra.
Madalena Alves 37 anos, agricultora familiar, também quer ver o posto de saúde com mais especialidades médicas, e maior frequência no atendimento. Para Madalena, a saúde tem que vir em primeiro lugar.
Angelita Campos 53 anos, aposentada, foi uma das primeiras professoras de alfabetização a lecionar em Boa Esperança, ela quer ver o maternal e o ensino médio implantados na Escola Classe local. Angelita disse que, quando os alunos completam o ensino fundamental, ficam sem opção de continuar os estudos, porque os pais não tem como custear as despesas com a alimentação, para que possam estudar em Ceilândia ou Taguatinga.
Mariângela Gomes 42 anos, se solidariza com as mães que precisam trabalhar fora, mas não tem onde deixar as crianças. Mariângela quer a implantação de uma creche para atender a necessidade dessas mães, que muitas vezes também são também os “pais”.
Ao final da reunião, os Delegados decidiram que o posto de saúde será ampliado, para serem implantadas mais especialidades médicas, como também as estradas serão recuperadas para melhor circulação dos ônibus escolares e facilitar o escoamento da produção agrícola.
Agora é só esperar os trâmites burocráticos e torcer para que não aconteça o que aconteceu em Taguatinga e Ceilândia.............




